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Defesa de Bolsonaro pede anulação da condenação e coloca Kassio Nunes Marques no centro de novo capítulo no STF

REPORTAGEM | STF, caso Master e a nova estratégia da defesa de Bolsonaro Brasília | 2 de outubro de 2026

Publicado em 02/10/2026, 11:23
Defesa de Bolsonaro pede anulação da condenação e coloca Kassio Nunes Marques no centro de novo capítulo no STF

Advogados apontam falta de acesso integral às provas, questionam a competência da Primeira Turma e usam manifestações de Alexandre de Moraes no caso Master para sustentar revisão criminal.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo pedido de revisão criminal que busca anular a condenação de 27 anos e três meses de prisão imposta no processo da tentativa de golpe de Estado. A iniciativa acrescenta um novo componente à discussão sobre o julgamento: os advogados passaram a utilizar argumentos apresentados pelo próprio ministro Alexandre de Moraes em outro contexto, o do caso Banco Master.

O pedido foi encaminhado ao ministro Kassio Nunes Marques, relator de uma revisão criminal anterior. Além de contestar a condenação, a defesa pretende que sejam reconhecidas supostas irregularidades na condução do processo, especialmente no acesso aos arquivos digitais e nas condições oferecidas para a análise das provas.

Metrópoles

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O que a defesa está pedindo

A nova iniciativa reúne argumentos que precisam ser examinados separadamente, pois tratam de questões processuais diferentes.

Anulação da condenação: os advogados querem que o STF reveja a decisão que condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.

Suspensão da execução da pena: a defesa também solicitou que o cumprimento da sentença fosse interrompido enquanto a revisão criminal estivesse pendente.

Questionamento das provas digitais: a petição apresenta uma análise técnica que, segundo os advogados, aponta falhas na cadeia de custódia dos arquivos utilizados no julgamento.

Garantias de acesso e prazo: a defesa sustenta que não teve acesso adequado à integralidade do material nem tempo suficiente para examiná-lo tecnicamente.

Agência Brasil

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Há, entretanto, uma distinção importante: a suspensão da pena e a anulação definitiva são pedidos diferentes. A primeira busca interromper temporariamente a execução da sentença; a segunda pretende modificar o resultado do processo.

O argumento que aproxima Bolsonaro do caso Master

Um dos pontos mais relevantes da nova estratégia está na comparação feita pelos advogados entre as garantias reivindicadas por Alexandre de Moraes no caso Master e aquelas que, segundo a defesa, foram negadas a Bolsonaro.

Na discussão sobre os dados relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro, Moraes afirmou que precisava ter acesso à íntegra do material e de tempo adequado para examiná-lo. A defesa do ex-presidente utiliza essa manifestação para argumentar que o mesmo cuidado deveria ter sido assegurado aos advogados durante a ação penal da trama golpista.

A petição também questiona a utilização de relatórios que selecionam determinadas conversas, sem que, segundo os advogados, tenha sido possível examinar adequadamente todo o conjunto de arquivos. A tese é que o contexto completo poderia influenciar a interpretação das provas.

Metrópoles

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A comparação, contudo, não representa por si só o reconhecimento de que houve irregularidade no processo de Bolsonaro. Cabe ao STF avaliar se as situações são juridicamente comparáveis e se os problemas alegados têm relevância suficiente para justificar a revisão da condenação.

A questão da competência: julgamento deveria ter ocorrido no plenário?

Outro argumento apresentado pela defesa diz respeito ao órgão que julgou Bolsonaro. Os advogados sustentam que o processo deveria ter sido analisado pelo plenário do STF, e não pela Primeira Turma, por envolver crimes supostamente cometidos durante o exercício da Presidência da República.

Esse questionamento, porém, já foi debatido durante o julgamento e rejeitado pela maioria dos ministros que participaram da decisão. Na ocasião, prevaleceu o entendimento de que as Turmas tinham competência para julgar ações penais dessa natureza, conforme as regras regimentais então aplicáveis.

A defesa tenta agora reabrir a discussão na revisão criminal, argumentando que a competência do plenário estaria relacionada à garantia do juiz natural.

Agência Brasil

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Por que Kassio Nunes Marques ganha importância nesse episódio?

A distribuição do pedido a Kassio Nunes Marques acrescenta relevância institucional ao caso. O ministro já é relator de uma revisão criminal anterior de Bolsonaro e agora tem diante de si uma nova iniciativa que reúne argumentos sobre a validade do julgamento e a preservação das provas.

Em sua coluna publicada nesta sexta-feira (2), Andreza Matais, do Metrópoles, aborda a possibilidade de que o caso Bolsonaro tenha repercussões nas relações internas do Supremo, em meio às tensões relacionadas ao Banco Master e às discussões envolvendo ministros da Corte.

A jornalista relata que integrantes do tribunal veem a possibilidade de Kassio adotar uma decisão que tenha consequências para a condenação do ex-presidente. Também apresenta a hipótese de que o processo possa representar um instrumento de negociação política dentro do tribunal. Essas interpretações devem ser entendidas como informações atribuídas à coluna, e não como fatos comprovados sobre as intenções do ministro.

Metrópoles

O dado concreto, neste momento, é que Kassio recebeu a responsabilidade de analisar a revisão. Isso não significa que tenha antecipado seu entendimento nem que exista uma decisão favorável à defesa.

O que pode acontecer agora?

O pedido coloca em discussão duas questões centrais: se existem elementos jurídicos suficientes para reabrir uma condenação definitiva e se as alegadas falhas na obtenção, preservação e análise das provas digitais justificariam alguma medida judicial.

A revisão criminal não funciona como um novo julgamento automático. É um instrumento excepcional, sujeito a requisitos legais específicos. A apresentação de uma nova tese ou de um parecer técnico não significa que a condenação será necessariamente modificada.

Também é necessário distinguir a existência de uma controvérsia jurídica da comprovação de uma nulidade. Para que os argumentos da defesa produzam efeitos, será necessário que o tribunal examine os documentos, a cronologia dos acessos, a integridade dos arquivos e a relevância das alegadas falhas para o resultado do processo.

O que acompanhar nos próximos passos

A análise do pedido de suspensão da pena.

A tramitação da nova revisão criminal.

A avaliação do parecer técnico sobre a cadeia de custódia.

A posição de Kassio Nunes Marques sobre os argumentos apresentados.

Eventuais manifestações dos demais ministros do STF.

Crédito e fontes para publicação

Para manter a autoria da pauta original e, ao mesmo tempo, apresentar uma reportagem independente, recomendo incluir uma nota de crédito ao final ou no primeiro parágrafo:

Esta reportagem aborda tema inicialmente tratado pela colunista Andreza Matais, do Metrópoles, e acrescenta informações sobre os pedidos apresentados pela defesa de Jair Bolsonaro, os fundamentos jurídicos alegados e o andamento da revisão criminal.

Fontes consultadas:

Andreza Matais — Metrópoles: “Vai aprontar”: após Caso Master, Kassio pode dar troco e soltar Bolsonaro

— pauta original sobre as possíveis repercussões no STF.

Metrópoles — Bolsonaro pede anulação da condenação e cita falas de Moraes no Caso Master

— conteúdo sobre os argumentos da nova petição.

Agência Brasil — Defesa cita novos fatos e pede revisão da condenação de Bolsonaro

— informações sobre o pedido e o parecer técnico.

Agência Brasil — STF: defesa de Bolsonaro pede suspensão do cumprimento da pena

— histórico dos argumentos relativos à competência do tribunal.

Redação: Portal Itabaiana News

Editor responsável: Juarez Guide da Veiga

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