Lula pede votos aos idosos, pede para eles irem as urnas votarem nele!
Mas os escândalos envolvendo aposentados e fundos de pensão levantam perguntas incômodas... O voto dos idosos tem valor. E a aposentadoria deles?
Descontos indevidos no INSS, prejuízos bilionários na previdência complementar e investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente colocam a responsabilidade política do governo no centro do debate eleitoral. Antes de pedir mais quatro anos, não deveria o governo apresentar respostas sobre os últimos quatro?
**Por Juarez Guide da Veiga**
*Portal Itabaiana News — A Voz do Agreste Sergipano*
O voto dos idosos tem valor. E a aposentadoria deles?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a pedir que os brasileiros mais velhos compareçam às urnas e votem nele. Em um ato de campanha realizado em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, em 24 de setembro de 2026, Lula incentivou eleitores com mais de 70 anos a participar da eleição, embora o voto seja facultativo nessa faixa etária. Em 29 de setembro, durante outro ato em Fortaleza, voltou a pedir que seus apoiadores convencessem idosos e mulheres a votar em sua candidatura. <Cite refs={["turn898833search1","turn898833search0"]}/>
O pedido faz parte da disputa democrática. Todo candidato tem o direito de solicitar votos, e todo cidadão tem o direito de decidir livremente quem merece sua confiança.
Mas existe uma questão que não pode ser ignorada quando o assunto são pessoas que trabalharam durante décadas, contribuíram para o desenvolvimento do país e agora dependem de uma aposentadoria para sobreviver.
**É legítimo pedir o voto dos idosos. Mas também é legítimo perguntar o que o governo fez para proteger o dinheiro deles.**
Se o presidente pretende continuar no comando do país por mais quatro anos, o eleitor tem o direito de examinar não apenas suas promessas para o futuro, mas também os resultados de sua administração, os problemas que surgiram, as providências adotadas e a atuação das pessoas que ocuparam posições de confiança.
Não se trata de afirmar que Lula participou pessoalmente de fraudes. Não há necessidade de fazer essa afirmação para discutir responsabilidade política.
A pergunta é outra: quando escândalos atingem órgãos públicos, entidades previdenciárias e estruturas sob fiscalização federal, quem responde pelas falhas de controle? Quem deveria ter percebido os sinais de irregularidades? Quem tomou providências e quem demorou a agir?
E, acima de tudo, o que mudou para que os mesmos problemas não voltem a atingir quem já deu uma vida inteira de trabalho ao Brasil?
## O escândalo do INSS: bilhões em descontos que aposentados dizem não ter autorizado
Em abril de 2025, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram a Operação Sem Desconto, destinada a investigar um esquema de cobranças associativas irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social.
As investigações apontaram descontos suspeitos estimados em aproximadamente R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Esse montante abrange diferentes anos e governos, portanto não pode ser atribuído integralmente à administração Lula.
Ainda assim, parte importante da crise foi revelada durante o atual mandato presidencial, e os órgãos federais responsáveis pela fiscalização precisaram responder pelas falhas identificadas.
Em auditoria divulgada em abril de 2025, a CGU informou que 1.242 dos 1.273 beneficiários entrevistados disseram não ter autorizado os descontos. Isso corresponde a 97,6% da amostra pesquisada. Além disso, 95,9% afirmaram não participar das associações que realizavam as cobranças. <Cite refs={["turn898833search1","turn898833search0"]}/>
Os números revelam a dimensão do problema entre os entrevistados. Por trás de cada desconto irregular, porém, havia uma pessoa que poderia ter perdido parte do dinheiro reservado para alimentação, medicamentos, energia elétrica e outras despesas essenciais.
Imagine um aposentado que recebe um salário mínimo e descobre que uma associação descontou mensalidades de seu benefício sem autorização. Pode parecer pouco para quem ocupa um gabinete em Brasília, mas, para quem precisa fazer o dinheiro durar até o fim do mês, cada real faz diferença.
O escândalo não surgiu do nada. Auditorias e medidas de fiscalização já haviam apontado falhas nos controles, e o caso acabou provocando uma grande operação policial, suspensão de acordos e iniciativas de ressarcimento.
A pergunta política é inevitável: **como um sistema que administra o sustento de milhões de brasileiros permitiu que cobranças questionadas alcançassem tantos beneficiários?**
Quem acompanhava os indicadores? Quem fiscalizava as entidades? Por que os controles não impediram o crescimento do problema? E por que tantos aposentados precisaram esperar que a situação se transformasse em um escândalo nacional para buscar a devolução de seu dinheiro?
A existência de providências posteriores deve ser reconhecida. Investigar, suspender cobranças e devolver valores são medidas necessárias. Mas corrigir um problema depois que ele prejudica a população não elimina a obrigação de explicar por que os mecanismos preventivos falharam.
**O aposentado não precisa apenas de promessas de ressarcimento. Precisa de garantias de que seu benefício estará protegido amanhã.**
## O irmão do presidente e as perguntas sobre o Sindnapi
O debate também alcançou o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, conhecido como Sindnapi, entidade cuja estrutura inclui José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, na função de vice-presidente.
A ligação familiar ganhou destaque na imprensa durante a investigação dos descontos associativos do INSS. O tema merece ser examinado com rigor, mas sem confundir a posição ocupada em uma entidade com prova de participação criminosa.
A existência de investigações sobre uma organização não significa que todos os seus dirigentes tenham cometido irregularidades. Também não é correto afirmar que um familiar do presidente participou de um esquema apenas por causa do parentesco.
O que pode e deve ser cobrado é transparência sobre o funcionamento das entidades, a origem dos recursos, a autorização dos descontos, os controles internos e a fiscalização realizada pelos órgãos públicos.
A pergunta relevante não é se o sobrenome de alguém basta para condená-lo. Não basta.
A pergunta é se as instituições responsáveis verificaram adequadamente as cobranças, se os mecanismos de fiscalização funcionaram e se todas as pessoas eventualmente envolvidas foram investigadas de acordo com as provas existentes.
Quando uma entidade que representa aposentados aparece no contexto de uma crise que prejudica aposentados, a sociedade tem o direito de exigir explicações. Essa cobrança deve valer independentemente de quem seja o dirigente ou de suas relações políticas e familiares.
O princípio precisa ser o mesmo para todos: ninguém deve ser protegido por proximidade com o poder, mas ninguém deve ser condenado sem provas.
## Lulinha: investigação em andamento e a necessidade de esclarecimento
Outro episódio que ganhou repercussão envolve Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente.
Em julho de 2026, a Polícia Federal obteve autorização judicial para investigar suspeitas relacionadas a possível tráfico de influência e negócios envolvendo pessoas que também aparecem nas apurações sobre o universo de fraudes do INSS. Uma das linhas investigativas busca esclarecer relações empresariais e possíveis contatos com órgãos federais.
Em 20 de outubro de 2026, a CNN Brasil noticiou que a Polícia Federal pediu mais tempo para aprofundar investigações envolvendo o empresário. Segundo a reportagem, as diligências incluem a análise de relações com empresas e agentes públicos, movimentações financeiras e viagens. Os pedidos ainda aguardavam decisão judicial. <Cite refs={["turn898833news8","turn898833search17"]}/>
A defesa de Lulinha contesta a investigação, afirma que não há provas que sustentem as suspeitas e argumenta que as diligências representam uma busca indevida por elementos incriminadores. A posição da defesa também precisa ser apresentada para que o leitor conheça os dois lados do caso.
Até o momento descrito pelas fontes citadas, trata-se de investigação, não de condenação. Não é correto afirmar que o filho do presidente tenha roubado aposentados ou que sua participação em qualquer fraude esteja comprovada.
Mas seria igualmente inadequado ignorar o assunto porque envolve alguém próximo ao chefe do Executivo.
Quando investigações alcançam familiares de um presidente, a sociedade precisa ter confiança de que as autoridades poderão trabalhar sem interferência, que as provas serão examinadas e que nenhuma pessoa receberá tratamento privilegiado.
O próprio Lula declarou anteriormente que qualquer pessoa eventualmente envolvida no esquema deveria ser investigada, inclusive um filho seu. Esse compromisso deve ser cobrado de forma objetiva: que as investigações avancem, que as suspeitas sejam esclarecidas e que as conclusões sejam apresentadas com base em provas.
A questão política permanece: quais controles impediram ou deixaram de impedir eventuais irregularidades? Houve falhas de supervisão? As instituições agiram com rapidez? O governo apresentou informações suficientes para que a população compreenda o que ocorreu?
Essas perguntas não pressupõem culpa. Exigem transparência.
## Postalis: quando trabalhadores aposentados precisam pagar por prejuízos bilionários
A crise previdenciária não se limita ao INSS. Trabalhadores de empresas públicas também dependem de fundos de previdência complementar para garantir uma renda depois de anos de contribuição.
Um caso emblemático é o Postalis, fundo de pensão dos empregados dos Correios.
Em audiência realizada na Câmara dos Deputados em junho de 2026, representantes do fundo e dos trabalhadores discutiram prejuízos estimados em R$ 15 bilhões e o impacto das contribuições extraordinárias destinadas a cobrir o déficit. Segundo os dados apresentados no debate, os Correios assumiram aproximadamente R$ 7,6 bilhões no equacionamento, enquanto os participantes precisaram arcar com parcela semelhante. <Cite refs={["turn898833search3","turn898833search15"]}/>
Os participantes da audiência relataram cobranças extraordinárias de até 24% sobre os rendimentos, uma situação particularmente pesada para quem já está aposentado e depende de uma renda previsível.
A Câmara também informou que ex-dirigentes do banco BNY Mellon foram condenados pelo Tribunal de Contas da União em processos relacionados a prejuízos no Postalis. O banco administrou parte dos investimentos do fundo, e há disputas judiciais sobre a recuperação dos valores. Entre as ações citadas na audiência estava uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal em 2020, no valor de R$ 8 bilhões, ainda sem decisão final naquela ocasião. <Cite refs={["turn898833search15","turn898833search3"]}/>
É importante destacar que a história do déficit remonta a anos anteriores e não pode ser atribuída exclusivamente ao atual governo. Tampouco se deve confundir a responsabilidade de gestores e administradores de investimentos com a responsabilidade política de quem ocupa a Presidência em determinado período.
Entretanto, os efeitos sobre os trabalhadores continuam reais.
O empregado que contribuiu durante décadas não escolheu necessariamente os investimentos realizados pelos administradores do fundo. O aposentado que recebe uma renda complementar reduzida não pode simplesmente voltar ao mercado de trabalho para compensar perdas.
Por isso, as perguntas precisam ser diretas: quanto já foi recuperado? Quem foi responsabilizado? Quais ações continuam pendentes? Por que os participantes ainda enfrentam cobranças extraordinárias? Que mecanismos foram adotados para impedir novos prejuízos?
A aposentadoria complementar deveria oferecer segurança. Quando o trabalhador precisa contribuir novamente para cobrir déficits bilionários, a confiança no sistema fica abalada.
E essa confiança não será reconstruída apenas com discursos. Será necessário demonstrar transparência, recuperação de recursos e responsabilização efetiva.
## Petros e Funcef: cada fundo exige uma apuração própria
O Postalis não é o único fundo de previdência complementar que enfrentou déficits e discussões sobre planos de equacionamento. Petros, ligada à Petrobras, e Funcef, associada à Caixa Econômica Federal, também tiveram questões atuariais e financeiras discutidas ao longo dos anos.
Mas é fundamental não misturar os casos. Cada fundo possui um histórico de investimentos, regras, administradores, decisões e processos específicos.
Para avaliar corretamente a responsabilidade de cada governo, é necessário identificar quando os prejuízos ocorreram, quais dirigentes estavam à frente das entidades, quais órgãos fiscalizaram as operações e o que foi efetivamente decidido pela Justiça ou pelos tribunais de controle.
Um déficit atuarial não é automaticamente prova de roubo. Uma denúncia não é uma condenação. E uma decisão que não admite determinada representação não significa necessariamente que todos os atos de gestão tenham sido considerados regulares.
O que os trabalhadores merecem é uma prestação de contas compreensível, com números atualizados, identificação das responsabilidades e informações sobre os valores recuperados.
Se o governo pretende defender a proteção social, precisa também demonstrar como protege a previdência complementar dos trabalhadores de estatais, evitando que os custos de decisões equivocadas recaiam repetidamente sobre quem contribuiu para o sistema.
## A responsabilidade política não termina quando não há acusação criminal contra o presidente
É aqui que a discussão ganha maior importância eleitoral.
Não é necessário provar que um presidente participou pessoalmente de uma fraude para avaliar a atuação política de seu governo. Responsabilidade criminal e responsabilidade política são coisas diferentes.
A primeira depende de conduta individual, provas e julgamento conforme a lei. A segunda envolve decisões administrativas, nomeações, supervisão, fiscalização, resposta a denúncias e capacidade de corrigir falhas.
Um presidente não administra sozinho cada órgão federal. Existem ministros, dirigentes, servidores, conselhos e entidades com atribuições próprias. Mas o chefe do Executivo escolhe parte da equipe de governo, estabelece prioridades, acompanha resultados e responde politicamente pela condução geral da administração.
Por isso, quando escândalos atingem instituições federais, é legítimo perguntar quem estava nos cargos de comando, quais alertas foram recebidos, quando as providências foram tomadas e se a resposta foi suficiente.
Isso não significa atribuir ao presidente a autoria de todos os problemas ocorridos durante seu mandato. Significa reconhecer que a população tem o direito de avaliar como o governo lidou com eles.
Se uma falha é identificada, a administração precisa corrigi-la. Se há indícios de crime, as autoridades competentes devem investigar. Se dirigentes falharam em suas responsabilidades, a atuação administrativa deve ser examinada. E, se o governo adotou medidas corretivas, precisa demonstrar os resultados.
A pergunta não é apenas quem cometeu um ato ilícito. É também quem deveria fiscalizar, quem tinha competência para agir e o que foi feito para proteger os cidadãos.
**Quando o presidente pede mais quatro anos, é legítimo perguntar o que aprendeu com os problemas dos quatro anos anteriores.**
## Antes de pedir mais quatro anos, o governo não deveria apresentar um balanço?
A campanha eleitoral é o momento em que os candidatos apresentam seus projetos e procuram convencer os eleitores de que merecem governar.
Mas o eleitor não precisa avaliar somente aquilo que um candidato promete fazer. Também pode examinar o que já foi realizado, o que não funcionou e quais problemas continuam sem solução.
No caso dos aposentados, um balanço sério deveria responder a questões concretas:
- Quantos beneficiários receberam restituição integral dos descontos indevidos do INSS?
- Quanto dinheiro foi efetivamente devolvido, e quanto ainda está pendente?
- Quais entidades foram responsabilizadas e quais medidas impedirão novas cobranças não autorizadas?
- Quais dirigentes e agentes públicos foram investigados, afastados, processados ou condenados, e em quais casos as apurações continuam abertas?
- Quais medidas foram adotadas para reforçar a fiscalização dos fundos de pensão ligados a empresas públicas?
- Quanto dos prejuízos previdenciários foi recuperado judicialmente?
- Que mudanças foram implementadas para impedir que aposentados e pensionistas continuem pagando por déficits acumulados?
Essas perguntas não exigem que o presidente antecipe decisões judiciais nem que condene pessoas investigadas. Exigem informações, transparência e resultados.
O governo pode apresentar suas explicações, mostrar as medidas adotadas e demonstrar onde houve avanços. A oposição pode questionar, confrontar os dados e propor alternativas. E o eleitor pode comparar as respostas antes de decidir.
É assim que uma democracia deve funcionar.
## O voto é facultativo para quem tem mais de 70 anos. A cobrança política não é.
Os brasileiros com mais de 70 anos têm o direito de escolher se desejam comparecer às urnas. Não precisam justificar a ausência por causa da idade, e nenhuma campanha deve transformar o voto em obrigação moral ou em condição para receber benefícios.
O aposentado pode votar em Lula, em Flávio Bolsonaro ou em qualquer candidato de sua preferência. Pode também decidir não votar, dentro das regras legais.
O importante é que sua decisão seja livre e informada.
Pedir o voto dos idosos é parte da disputa eleitoral. Pedir explicações sobre o dinheiro dos idosos é parte da fiscalização democrática. Uma coisa não elimina a outra.
Quem trabalhou durante décadas não deve ser lembrado apenas quando chega o momento de contar votos. Deve ser respeitado quando precisa de atendimento médico, quando compra medicamentos, quando depende da Previdência e quando espera que suas contribuições sejam protegidas.
O Brasil não pode tratar os aposentados como simples números de uma campanha eleitoral. São cidadãos que ajudaram a construir o país e que merecem segurança financeira, respeito e respostas claras.
## A decisão pertence ao eleitor — e a prestação de contas deve vir antes dela
O debate sobre a continuidade do governo Lula não pode ser reduzido a ataques pessoais ou a acusações sem comprovação. Mas também não deve ser limitado às promessas de campanha.
Os descontos indevidos no INSS exigem explicações sobre as falhas de fiscalização e a restituição dos valores. Os déficits dos fundos de pensão exigem transparência sobre os prejuízos, os responsáveis e a recuperação dos recursos. As investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente exigem esclarecimento, respeito ao devido processo legal e igualdade perante a lei.
Esses episódios têm histórias diferentes, responsabilidades distintas e processos em estágios diferentes. Não seria correto tratá-los como se fossem um único esquema ou atribuir todos os prejuízos à mesma pessoa. Mas é legítimo reuni-los em uma reportagem sobre a proteção previdenciária e a responsabilidade política, desde que cada fato seja identificado com precisão.
O governo deve ter a oportunidade de apresentar suas respostas. Os investigados têm direito à defesa. Os tribunais devem decidir com base nas provas. E os cidadãos têm o direito de cobrar resultados.
Ao eleitor cabe decidir se as medidas adotadas foram suficientes, se as falhas foram corrigidas e se as propostas para o futuro são convincentes.
No fim, a questão vai além de Lula, de seu partido ou de qualquer candidato adversário. Trata-se de saber se o Brasil está disposto a exigir de seus governantes o mesmo rigor que cobra de seus cidadãos.
**O voto pertence ao povo. O dinheiro da aposentadoria pertence a quem tem direito a ele. E a responsabilidade de prestar contas pertence a quem governa.**
Se o presidente pede mais quatro anos, a pergunta é inevitável: o que os aposentados ganharam em proteção, segurança e tranquilidade durante os anos anteriores — e o que ainda precisa ser corrigido?
É essa resposta, baseada em fatos e resultados, que deve ajudar o cidadão a decidir seu voto.
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**Redação: Portal Itabaiana News**
**Editor responsável: Juarez Guide da Veiga**
### Fontes para consulta
- **UOL — Lula pede voto de idosos em ato de campanha:** https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2026/09/24/lula-cobra-voto-de-idosos-desistiu-da-vida.ghtm
- **CGU — Auditoria sobre descontos associativos no INSS:** https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202504/relatorio-da-cgu-indica-que-97-6-de-aposentados-e-pensionistas-do-inss-entrevistados-nao-autorizaram-descontos-de-associacoes-na-folha-de-pagamento
- **Câmara dos Deputados — Déficit do Postalis e descontos sobre rendimentos de trabalhadores:** https://www.camara.leg.br/noticias/1283503-empregados-e-aposentados-dos-correios-criticam-desconto-de-24-no-salario-para-cobrir-deficit-do-postalis/
- **CNN Brasil — Investigação envolvendo Lulinha:** https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/jussara-soares/politica/pf-pede-mais-tempo-para-investigar-suposto-trafico-de-influencia-de-lulinha/
- **UOL — Investigação envolvendo Lulinha e manifestação da defesa:** https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/10/20/pf-pede-mais-tempo-para-investigar-lulinha-pesca-probatoria-diz-defesa.ghtm
*Nota editorial: esta reportagem diferencia fatos documentados, responsabilidade política e investigações em andamento. A menção a pessoas investigadas não representa afirmação de culpa. Os dados sobre restituições, processos e responsabilizações devem ser atualizados antes da publicação, conforme as informações oficiais mais recentes.*
Redação: Portal Itabaiana News
Editor responsável: Juarez Guide da Veiga
